Rogério Pietro
Amazofuturismo 2: Primavera Ancestral
Segundo romance da série Amazofuturismo
O segundo livro da Série Amazofuturismo consolida o gênero como um dos representantes mais importantes da ficção científica brasileira.
Sinopse
Seiscentos anos depois da chegada dos invasores europeus ao novo continente, o povo indígena Wara retorna da dimensão paralela de Neme e se transforma em um núcleo de resistência em plena Amazônia. No ano 2099, as tempestades de areia varrem a Avenida Paulista, enquanto a seca causada pela degradação ambiental leva a nação à pobreza. O apagamento das culturas indígenas, o garimpo irresponsável e a destruição da selva amazônica foram oficializados como políticas de Estado. E é neste cenário que o povo da majestosa aldeia Tabora Boti, com suas torres ultra tecnológicas de ouro, volta com a missão de resgatar o conhecimento antigo que pode salvar a humanidade. Mas a tarefa milenar está ameaçada pelo roubo de um conjunto dos poderosos talismãs eyeheri, artefatos tecnológicos que dão ao usuário poderes muito acima dos humanos. Recuperar os talismãs roubados é a única esperança de defender a civilização.
O que esperar de Amazofuturismo 2?
Acompanhe a jornada de Firi, a menina-onça, reencarnação de Fanawiri, em sua luta de superação em nome de todos os povos indígenas para garantir a chegada da Primavera Ancestral.
O livro tem o prefácio do escritor indígena ganhador do prêmio Jabuti de 2017, Cristino Wapichana.
A saga continua
A publicação de Amazofuturismo 2: Primavera Ancestral marca a continuação de uma saga literária que redefine a ficção científica a partir da perspectiva da Amazônia. Iniciada em 2021 com o lançamento de Amazofuturismo, a série criada por Rogério Pietro consolida um novo imaginário onde a sabedoria ancestral indígena se entrelaça à alta tecnologia, revelando que o futuro da humanidade depende do reencontro com suas origens espirituais e ecológicas.
Neste segundo livro, o leitor é transportado para o ano 2099, um Brasil devastado por séculos de exploração predatória. As florestas deram lugar a desertos e megacorporações mineradoras, enquanto tempestades de areia cobrem a antiga Avenida Paulista. Em meio ao caos, surge um brilho dourado no coração da selva: a aldeia Tabora Boti, lar do povo Wara, que retorna da dimensão paralela de Neme para cumprir uma missão sagrada — restaurar o equilíbrio entre humanidade e natureza por meio do conhecimento antigo e das tecnologias eyeheri, artefatos capazes de transformar energia vital em poder.
A narrativa combina misticismo, ciência, espiritualidade e crítica social, convidando o leitor a refletir sobre o preço do progresso e a urgência de uma nova ética planetária. A protagonista Firi, conhecida como a menina-onça, é a reencarnação da heroína Fanawiri — e através dela o passado se funde ao futuro, simbolizando o despertar da Primavera Ancestral, uma nova era de reconexão com o espírito da Terra.
Mais do que uma obra de ficção, Amazofuturismo 2 é um manifesto artístico. Ele coloca o amazofuturismo como movimento cultural de alcance global, ao lado de correntes como o afrofuturismo e o solar punk, mas com uma identidade própria: a da floresta como protagonista do futuro. Em vez de imaginar mundos distantes, o autor convida o leitor a enxergar o futuro possível dentro da própria Amazônia — um futuro em que a tecnologia respeita o sagrado e em que a ciência aprende com os povos originários.
Com o prefácio do escritor indígena Cristino Wapichana, vencedor do Prêmio Jabuti de 2017, Amazofuturismo 2: Primavera Ancestral reafirma que a ficção científica brasileira tem voz, cor e raízes. É uma leitura obrigatória para quem acredita que o futuro ainda pode florescer — desde que saibamos ouvir o chamado da floresta.
Amazofuturismo 2 é um livro perfeito do começo ao fim. É impossível descrever com precisão toda emoção que senti lendo esse livro. O universo, a história, a adrenalina e tudo o que vivenciamos em cada capítulo é único.