Rogério Pietro citado por Romy Schinzare em artigo da USP (2024)

A escritora e contista Romy Schinzare citou o autor Rogério Pietro em um artigo publicado na Revista da USP (2024), reconhecendo o Amazofuturismo como parte da Quarta Onda da Ficção Científica Brasileira e destacando o romance Amazofuturismo (2021) como o primeiro do subgênero.

O reconhecimento do Amazofuturismo pela USP

O trabalho de Rogério Pietro tem sido reconhecido como pertencente à Quarta Onda da Ficção Científica Brasileira. Essa classificação foi mencionada no artigo “Ficção científica – breve panorama histórico”, de Romy Schinzare, publicado na Revista USP.

Schinzare descreve o Amazofuturismo como um novo gênero literário da ficção científica brasileira, com foco em tecnologias indígenas amazônicas, harmonia com a natureza e protagonismo dos povos da floresta.

Ao citar o amazofuturismo enquanto novo gênero literário scifi brasileiro, a autora foi muito feliz em lembrar que:

O primeiro romance de FC publicado neste subgênero é Amazofuturismo (2021), de Rogério Pietro.

O artigo prossegue lembrando do surgimento da “Quarta Onda” da FC brasileira, do qual o amazofuturismo faz parte. Então, analisando os diversos temas e subgêneros da ficção científica, Romy assim escreve:

Amazofuturismo (século XXI – 2019) – explora as possibilidades tecnológicas indígenas amazônicas, cria um novo olhar sobre as antigas lendas de civilizações escondidas no coração da selva. Temas: flora e fauna amazônicas, cocares sagrados dos indígenas, pinturas corporais com seus significados, respeito à natureza; tecnologias imaginárias, novas, avançadas e limpas. Exemplo: primeiro romance Amazofuturismo, de Rogério Pietro (2021);

Ela prossegue citando Quatro Pilares fundamentais do amazofuturismo, criados por Rogério Pietro, e entende-se que não citou o Quinto Pilar por ter feito sua pesquisa em momento anterior à sua criação.

A importância da citação acadêmica

A menção ao Amazofuturismo no artigo de Romy Schinzare, publicado na Revista USP em 2024, ressalta o impacto desse subgênero na literatura de ficção científica nacional. Intitulado “Ficção científica – breve panorama histórico”, o artigo reconhece o pioneirismo de Rogério Pietro ao propor o Amazofuturismo como uma vertente inovadora e representativa da região amazônica.

O Amazofuturismo surge como um marco cultural e estético, aproximando as narrativas especulativas da rica diversidade amazônica. Ao valorizar elementos indígenas, o subgênero constrói pontes entre o passado, o presente e o futuro, desafiando estereótipos e oferecendo novas perspectivas para a ficção científica brasileira.

Um marco cultural e estético

A citação de Rogério Pietro por Schinzare legitima o movimento no campo acadêmico, destacando o papel do Amazofuturismo como uma expressão legítima de identidade e resistência. Essa referência fortalece não apenas o trabalho do autor, mas também amplia o debate sobre como a literatura especulativa brasileira pode dialogar com o meio ambiente e as culturas ancestrais da Amazônia.

Referência

O documento é uma fonte inspiradora de pesquisa a respeito da ficção científica brasileira, e recomento a sua leitura e estudo. Ele pode ser encontrado no link abaixo.

Schinzare R. Ficção científica – breve panorama histórico. Rev USP. 2024;(140):154-72.